Cansaço extremo ou mente acelerada? Entenda a diferença entre burnout e ansiedade
Sentir-se cansado ou preocupado de vez em quando é natural. O problema começa quando isso se torna constante e passa a afetar o bem-estar emocional. É nesse momento que muitas pessoas confundem burnout com ansiedade.
O burnout está diretamente ligado ao excesso de demandas e à falta de recuperação emocional. Ele surge quando a pessoa passa muito tempo se cobrando, assumindo responsabilidades demais e ignorando os próprios limites.
Quem vive burnout costuma relatar falta de energia logo ao acordar, desânimo, irritação, dificuldade de concentração e sensação de incapacidade. Mesmo tarefas simples parecem pesadas e o prazer nas atividades diminui.
Já a ansiedade está relacionada ao funcionamento da mente. Ela se manifesta por meio de preocupações excessivas, medo do futuro, dificuldade de viver o presente e necessidade constante de controle. A pessoa até tenta descansar, mas a mente não permite.
Os sintomas mais comuns da ansiedade incluem pensamentos repetitivos, tensão no corpo, alterações no sono, sensação de aperto no peito e dificuldade de relaxar.
A principal diferença entre os dois está na origem do sofrimento. O burnout nasce do excesso de exigência e desgaste prolongado. A ansiedade nasce do excesso de preocupação e antecipação. Ambos podem coexistir e se intensificar mutuamente.
Ignorar esses sinais pode levar a um adoecimento emocional mais profundo. A psicoterapia ajuda a compreender o que está acontecendo, reorganizar limites e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as demandas do dia a dia.
Cuidar da saúde mental é um processo contínuo e começa quando a pessoa se permite olhar para si com mais atenção.